18.7.09

projeto descanso




Há um tempo atrás eu estava numa performance de 12 horas consecutivas , junto a outros criadores em Teresina-PI. Pois bem, tinha definido para mim memso que não sairia do espaço onde performavamos( uma biblioteca pública) em nenhum momento , não comeria nada, nem beberia, etc.

A questão é que por volta das 2h da manhã, já transcorridos algumas horas( tinhamos começado às 18h ) , tive enfim que cerder o corpo ao descanso, porém tinha que continuar criando, alerta a todo o enviroment construido.

Então, lembro que me deitei no chão com livros em volta, me arrumando "poeticamente" mas, ligado nas possibilidades do ir e vir dos outros criadores em interação, como também das pessoas que foram nos ver; : .. foi , então, quando fui sendo tomado por um estranhamento em meu corpo, forte e real.

Como na hora , obviamente, não podia fazer qualquer reflexão sobre aquela sensação estranha, continuei minha saga ritual descansado o corpo e sequências de posturas deitadas no chão que iam se relacionando, em suas mudanças, com outros eventos simultâneios que ocorriam no espaço ; e depois de realmente sanado meu cansaço, fui levado naturalmente a um outro ciclo de atividades com os outros criadores, e assim até o final das 12 horas da performance.

Porém, nos dias seguntes a esse fato - e se arrastando por meses - sempre vinha me perguntando: O que meu corpo esta me dizendo naquele momento? Por que sentir aquilo?

Fui ficando cada vez mais alerta a meus prórpios processos de descanso cotidianos,pondo em cheque, devido aquele estranhamento que tive, a minha consciência a esse estado corporal. Pouco a pouco fui me dando conta, que eu sempre havia me colocado numa situação de descanso meio desatenta,percebendo-o automaticamente como uma inevitável poupança que visava "apenas" um novo ciclo de atividade posterioes, e concomitantemente , revertia o processo anterior de fadiga.

Ou seja, era uma ação que não estava fundamentada nela mesma- pelo menos de maneira sensivel profunda - sempre era sentida-pensada como algo inseparavels da condição contigente ao antes e o depois. E naquele momento da performance, pele próprio construto energético de se instalar no instante presente, eu estava, descansando verdadeiramente como sempre descansei, porém , estava fazendo do meu próprio ato de descansar algo mais que não era apensa uma poupança: era DESCANSAR SENDO UM DESCANSO QUE SE REVELA ALÉM , pela força ritulizado no ato de descansar , enriquecendo assim a consciencia a esse corpo. Foi essa condição "banal" que me levou a um outro tipo de consciência a essa condição tão vital do corpo, o descansar.

Desde então tenho pensado , e reunido pessoas , e estamos buscando construir uma poética do descanso. Num outro post , falo das questões práticas sobre a ação performática que estamos construindo, e que estão sendo engendradas através dessa perseguição carnal a esse estado obscuro.

Segue aqui à contextualização dessa pesquisa, que visa ao contrário de intelectualizar estericamente um processo artistico prático, mas, pelo contrário contextualizá-lo ao nosso ambiente cultural , aumentando assim o grau de consciência à nossa condição sensorial alienada às atividades do corpo , não selecionads como portagonsita pelo processo cultural, logo, ambiente cultural nos presdispõe a relega-las a segundo plano.

Sendo a função da arte justamnte é mater-se alerta a esses adormecimentos. Quero chamar atenção a nossa codição de corpo formatado pelo sistema cultural moderno e capitalista,assunto que é meu tesão por exelência.


"Sobre o Capitalismo e o Sentir "




David Harvey, Frederick Jameson entre outros "pós -modernos" - pensam o capitalismo como formatador do aparato sensorial do homem- comparando o sistema cultural que se constrói no modelo fordista- industrial com capitalismo de acumulação flexível; e as conseqüentes mudanças na maneiras de sentir o tempo e espaço nessa "linha" histórica perceptiva capitalista.

Ou seja, nosso corpo mudou( e continua sempre mudando) pelas condições do ambiente capitalista, que é organizado fortemente através de uma lógica social funcional, organizativas . Se vivessemos no século 15 ,por exemplo, perceberimos, sentiriamos,e contruiriamos nossas imagens internas de maneira diversa. E especificamente sentiriamos nosso descanso de forma diferente, com outro grau de conciência.
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Capitalismo - Sistema cultural que se constrói sobre uma estrutura funcional baseada na racionalidade técnica e na crescente divisão do trabalho, entre outras características - históricas e atuais.

Sua esfera prática de atuação é mais abrangente que a da economia, pois insere no modo de vida e na cultura; na maneira de sentir, de perceber o tempo, o espaço, etc.
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Walter Benjamim foi o primeiro refletir “a relação da transformação das condições de produção com as mudanças no espaço da cultura, isto é, as transformações do sensorium dos modos de percepção, da experiência social. (apud Martin Barbero)

Benjamin percebeu que o nosso corpo mudou com a modernidade capitalista.Se adaptando sensivelmente, ganhando habilidades e perdendo outras nesse porcesso de sobrevivência.

Lembramos que arte é a desestabilização a esse processo acomodativo fruto da adaptação ao ambiente.
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A técnica acompanha o homem desde os primórdios, porém, ela vai sendo cada vez mais elaborada com o "avançar" da civilização ocidental.

O desenvolvimento técnico leva sempre mais a uma maior racionalização dos procedimentos, à crescente divisão do trabalho, à lógica funcional como premissa prática, à cultura da eficácia, enfim, ao modo de produção do sistema capitalista.
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Técnica, Capitalismo, Sistema de organização social, Aparato sensível e cognoscente, Arte do Corpo, são dados reais intrinsicamente relacionados, influenciavéis.
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Martin Barbero chama atenção que “a integração das classes populares na sociedade capitalista é a proletarização não só no sentido da venda do trabalho, mas também naquele outro (sentido) que representa a interiorização da disciplina e da moral que os “novos tempos” exigem.”

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Adorno diz que tudo no capitalismo responde a uma função determinada pela razão instrumental, gerando uma estrutura funcional em que todas as pessoas estão – conscientes e também inconscientemente - submetidas. (apud Verlaine Freitas)



"O Nosso Problema"




spacer tunik


Podemos dizer pragmaticamente que o descanso do corpo é, só somente só, uma poupança que visa um novo ciclo de atividades?
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Mas se nos afastarmos da sensibilidade formatada pelo lastro funcional, poderemos inferir sobre outras "funções" desse corpo em descanso?
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Poderá ter o descanso uma outra razão de existir - além de reverter o processo de cansaço –já que a alienação perceptiva moderna foi pouco a pouco apagando os outros rastros sensoriais?

Lembrando Renato Cohen: a performance é uma experimentação em busca de um autoconhecimento. Logo, buscamos um experimento sensível que visa contestar tal certeza funcional em nossa carne, através desse pressuposto sensível, entre outras formatações, da formatação ditada pelo sistema cultural capitalista à experiência do descanso corporal.

O ato de criar descando é radicalmente alheio à sensibilidade formada pelo sistema cultural capitalista, ou usando as palavras Martin Barbero, é radicalmente contrária a “interiorização da disciplina “. Talvez, se guarde aí um lugar no corpo capaz de revelar outras possibilidades poéticas e críticas - logo ,políticas, - desestabilizando como se amoldou inconscientemente à estrutura social dominante a um processo tão vital da existência: o ato de descansar.
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Que corpo em descanso é esse?

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Qual são os atributos internos da relação cansaço-descanso?

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Que camada grosseira, adaptada à funcionalidade social, nos dessensibilizou à poética(criadora) da função descanso?

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Qual poética especulativa pode quarda um fôlego-qualquer-pista a outras revelações dessa questão?
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Avante, descansemos!

6.5.09

totem (5° post)





1.
Se olharmos pros os totens q venho levantando nas casas das pessoas, nos damos conta imediatamente da falta de uma solução plástica mais elaborada. Fica nítido que no processo eles não me oferecem outras chances, além da justaposição.

Não há violação de cada objeto/peça usado.O diálogo entre as partes é bem definido em suas regras.Não tenho como como fundir um objeto ao outro , quebrar, amoldar, inutilizá-lo ... enfim, mexer na estrutura de cada um que forma(m) o todo.

2.

Mas se os apreendermos como de fato os são; como um processo de transcodificação da linguagem astrológia do mapa astral para os objetos cotidianos , visando assim possibilidades de enriquecimento simbólico dessa massa de objetos ordinários - e consequentemente o enriquecimento da experiência da cotidianidade de quem com eles vive - aí, então,encontramos a real intenção daquela ação que saí instalando por aí uns objetos de forma um tanto tosca pelas casas alheias.

No pgma Totem o que eu busco oferecer é justamente essa fruição mítica e ritualistica aos objetos ordinários, emprenhando-os de outras funções simbólicas , e bem pessoais a quem com eles convive. Um outro nível de intimidade buscada no passado visual celeste construido pelos nossos antepassados, que nos legaram a astrologia e sua poética.
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p.s.

1° no post pgma totem apresentação tem explicações mais elucidativas sobre a questão que me move.

2° : no totem do carlos [ 2° post pgm totem ] - diferente dos outros , usei só elementos que estavam pelo quintal e jardim, e nao os de dentro de casa,( com exeção de um colher da cozinha que nao aparece nas fotos ) mesmo assim , esses objetos de quintal, depois de terminado a função do totem, ficaram prontos a voltarem às suas funções originais. Fazem parte da cotidianidade da casa.

3° : os elementos que não são mensuráveis pela unidade, mas pela materialidade como , aguá , folhas de papel , areia , etc. são diferentes das peças. Essas últimas podem vir a ser reintegradas na cotidianidade, já a aguá, areia etc na maioria dos casos, não voltarão ao circuito. Mas fica a unidade material geral desses elementos, que foi presentificada[essa unidade] no totem através de uma porção daquela materialidade. São do mesmo patamar simbólico dentro do mundo de quaisquers objetos, mas evocam outras soluções materiais. Escapando à definição geral que traço aqui.

28.1.09

pgma totem - 3° post




totem astrogildo mavignier.

sol 16 graus de gêmeos casa 10 /
lua 7 áries casa 8 /
8 ° cancer entre a casa 11 e 12 /
ascendente 8 de leão/
marte em conjunção com urano casa 1 em leão /
meio do céu touro 13/ vênus domicío de touro /
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usei muito esse aspecto de touro
meio de céu touro com vênus em domicílio.
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procurei um instalação marcada por objetos de provisão-touro, guarda comida. tapaweres, reserva, retèm pensando no depois. cautela.
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o conforto e o prazer venesianos e a comida.
a poupança psíquica e corporal taurina.
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rede que dá forma à instalação contendo em sua forma dominante várias vazilhas de guardar alimentos.
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que no meio delas uma antena (urano) como um falo( marte) se impõe centralemente na concha-rede . marte em conjunção com urano na casa 1.
casa 1, casa do eu - força de ascender - plastica fálica -antena no centro subindo -vingando apoiada na segurança taurina.
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ouro pessoal que leva no corpo -na altura do plexo solar - objeto de vaidade -
leão ascendente - casa 1.
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objetos de pares- signo gêmeos solar - essa foi a solução mais preguiçosa do totem. pois acerta altura urano, marte e o signo de touro já haviam imprimido sua marca muito forte; e caso gêmeos, o signo solar entrasse - e terminou entrandando- seria algo sem tanta importânciafrente a esses outros aspectos que naturalmente foram ganhando força plástica. Me contentei simplemsnte em usar um quase literalidade de um par de travesseiros.
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Refletindo agora , o que me agradou nesse totem - - foi usar objetos variados -como uma corrente de uso pessoal; objetos da sala- zona de convivio social; do quarto intimidade; e da cozinha-despensa.
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O grande erro nesse totem foi ter inicando um processo com a mesinha branca da sala sobre aspecto do mapa que me escapa agora, mas terminei com o passar do feitio tirando esse aspecto.
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O porém é que ela ficou lá logo não deveria.Pois não quero trabalhar com algo que seja somente plástico.
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Quero uma relação entre percepção poética aglutinada à interpretação mítica. Sem uma tangente justificar por si só a solução material.
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Pois estou buscando um sensorialidade que se constroi na confusão conceito-forma ; sacro-profano, mítico e banal , pessoal -massivo.
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Mesmo que, no caso da mesinha branca, seja pra servir de base pra alguma coisa. Qualquer objeto que entra deve ter o seu
porquê muito bem resolvido. Isso é um totem,não simplesmente uma tentativa rascunhada de uma instalação.
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Mas infelizmente a mesinha ficou e terminei não redimencionando-a no momento a nenhum aspecto. Esse tipo licença puramente estética foge completamente do que busco.
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Quando chego numa casa pra edificar um totem- olho tudo nela através do mapa astral do dono- e vou deixando as correspondências agirem. As vezes a nivel puramente literal,as vezes metafóricos.Outros entre um ou outro. E nessa conta intuitiva foi traçando as equações de transcodificação.
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Como aquela história daquele cara que o Deleuze conta que caminhava por Berlim com o mapa de Londres. Pois bem, é mais ou menos isso.
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Só que cá nos totens a relação mapa-território é sustentada por um elo que envolve sugestões energéticas astrológicas, arquetipos pessoais, projeção/compensações que fazemos nos objetos, sincronicidade das danças dos astros com o vai e vem dos objetos pela casa; etc Enfim o código emblemático construido pelas civilizações arcaicas. /div>
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Outra coisa: ainda aqui, não tinha refletido sobre as andanças que os objetos fazem pela casa em suas trajetórias cotidianas. Essa percepção só me chegou depois - A instrumentalização dessa percepção, e das possibilidades de construção sobre mais essa tangentes simbólica, ficará para os próximos totens.


pgma totem - 2° post












Trabalhar na fronteira do emblema do código astrológico do mapa natal, numa transcodificação para os objetos domésticos; que emblemize as sugestões poéticas-míticas-energéticas dos acordos celestes.

[ mais info sobre, ver o post pgma totem apresentação aqui no blog ]

[prometo que em 2009 vou ter bem mais cuidado com minhas documentações. ]
[ Fotos. douglas ribeiro. ]
totem carlos muniz : virgem solar /ascendente sagitário , etc

sol em conjunção plutão dá o início do emblema: não poderia deixar de fora esse aspecto, quiz que ele estivesse centralmente no todo. Para representa-lo decidi por um buraco na terra; profundidade que seja escura à espera da chuva , lama futura plutaniana, energia pantanosa.

Encimado então pelo signo onde se dá tal conjunção: virgem. Quiz deixar um rastro de contagem racional: tiras de papel percorrendo em séries decrescentes uma linha traçada por um fio de naylon que em sua organização numérica e sua disposição espacial evidenciam uma análise rigorosa , minuciosa, , arquitetonica , calculada meticulosamente.
Rastro de um pensamento análitico somado plásticamente com os traços das raízes visíveis e desordenadas que se mostram no fundo do buraco, que desconhecem a crescência e descrecencia- a lógica virginiana - , mas que guardam a retenção de forças pra explodir- plutão- em vida que sai das profundezas nutridoras e ganha indentidade-sol.
Na diagonal , nem no nivel do burado,muito menos no nível da linha, mas no nível do chão que se pisa- uma casa- um domicílio pra a lua . Lua em cancer.
Uma toca -manjedoura - aconcheguante para uma colherinha tímida , escondida lá dentro. E que sua contribuição para o efeito estético-expressivo do totem é mais com o que lhe esconde : pedra de piracuruca tratada, que encobre fechando a toca num angulo de 45 graus com o chão. E que em seu formato meio retangular , casa em certos acordos de angulos com a linha de virgem transvessa que passa a cima, com sua fileira de tiras de papéis.


Enfim , logo , então: só trabalhei nesse totem os aspectos que envolviam o sol e os aspectos da lua. Ficou de fora o ascendente e , vários outros aspectos.Foi bem econômico.Sempre tenho que fazer recortes , cada mapa ~são muitas as informações.
Mas com o andar dessa pesquisa - penso em expandir mais e mais as conexões com os objetos - investigar cada vez mais a rota desses objetos pela casa no cotidiano.
É isso que está me dando vontade de inferir mais quando sinto o resultado dessas primeiras ações.

Pena que aqui os registros não colaboram muito.Isso se deve , sobretudo, ao espaço que nao permitia um recuo pra quem registarva( o douglas) pois tinha uns tranbolhos que passariam a ficar na frete; além da hora em que foi do meio ao terminado do totem, já tardezinha.

18.11.08

banana




1.

a dani-aquino-providencial chegou, bem no meio da praça do morro - num fim de tarde, debaixo daquela árvore frondosa - e me avisou: amanhã !

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2.

n'outro dia , com 20 bananas eu fui

quando cheguei, tava a aninha gold já lá. surprise

e mais muitas outras gentes.

à bia medeiros : interação = cada qual ponha em circuito seus elementos.

interação com : balão, fita de chão, plástico bolha, sacos do padrão,banana, etc

. em sequência . capítulos interativos . afinando .

rolamos, deitamos ,....

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3.

já noutro dia , já na porta do bandejão.já

punk entre aspas.

perdir completamente muito da noção.

dá a cara à tapa e à banana [ com crase ou sem, sei lá ]mas nao tinha banana nesse já não.

interação sem muita intimidade com um grupo recém conhecido,

lugar de construção poética ainda escorregadia,

poética de cascas de ovos literal. mas foi ,

com cuspe ou sem,

foi.

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4.

fiquei com umas idéias,impressões e vontade.

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5 ....

16.9.08

pgma totem ( 1° post - apresentação)


Desde que me entendo por gente, amo a linguagem da astrologia ; as sugestões poéticas que são evocadas na "simples" leitura de um mapa astral. No momento, venho desenvolvendo uma tradução plástica à essa miríade de códigos que se engendram simultaneamente nos aspectos de uma carta natal. Nesse programa totem, chego na casa das pessoas, e então, proponho construir uma organização com os objetos da casa, que é uma transcodificação em linguagem objetual do mapa da pessoa que aí habita . Os códigos astrológicos próprios: elementos, signos, casas, planetas, aspectos, etc que vão guiando - através das sugestões plásticas intrínsecas na própria poética da linguagem astrológica - à organização dos objetos do lar. Uma instalação que vai ,então, se configurando de maneira , por vezes, confusa.



. cada mapa - retratato de um momento do céu - é um mundo de combinações originais, concatenações abstratas, sugestões metafóricas, padrões energéticos e comportamentais.
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cada espaço doméstico é outro mundo à parte habitado por objetos carregados de funções, simbolismos,formas, cores, afetos e históricos.

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procuro dispor num mesmo contínuo, esse rico conjunto de códigos da linguagem astrológica desenvolvida por nossos ancestrais à uma linguagem plástica que se faz com os objetos do cotidiano contemporâneo.
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como os antepassados construíram sua relação com a visualidade celeste e como o homem contemporâneo pode se relacionar sensivelmente com um mundo de objetos mil como as estrelas.
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construir ligações entre o mundo de objetos da sociedade do consumo ao mundo de aspectos do documento celeste , gerando um totem instalação que traga em suas entranhas o coloquial, o ancestral, o místico, o banal, o pessoal, o "universal" arquétipo; enfim o próprio homem com seu legado e seu presente, numa síntese poética efêmera.

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. nas imagens : totem sobre o mapa da cristiane fritish que o adler murrad e eu construímos em teresina-pi, dando início a esse projeto que agora se espalha por outras latitudes.
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expansão água- etc etc -júpiter peixes- etc cabeça ansiedade -etc - mercurio na 1 - etc etc conjução -- etc- casa 8 lua - etc etc - - imaginação sexual etc etc - quadratura - sol - plutão - etc etc marte trígono vênus etc etc e assim vai

[fotos maria nonato / feitas pelo celular]








18.8.08

CROMWELL [ PERFORMANCE OCUPAÇÃO]



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Sobre a experiência Cromwell:
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Numa performance de 12 horas contínuas, na qual não se oferece uma introdução determinada, muito menos uma ordem entre as "partes", o tempo, então, vai se tornando mais e mais subjetivo. /As posturas vão se desfazendo em suas amarras, e o corpo vai pesando sobre seu próprio rítmo. E, dessa outra instância corporalbiológica, põe em ativação um diálogo específico entre os presentes./ Assim, em meio ao aparente caos de significados ,pouco a pouco, vai se plasmando um sistema ordenado. / Entre outras questões que podem ser trazidas à reflexão : Esse "sistema" de performance em longa duração edifica uma temporalidade própria, com característica sensíveis detectáveis ? /Caso sim: Que condições intransponíveis são necessárias para essa experiência suceder? /E o que essa experiência estética pode acrescentar ao sentir contemporâneo ?



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1. começando

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Esse problema que venho procurando aprofundar em minhas ações e pesquisa acadêmica, foi intensificado com a experiência da ocupação da biblioteca Des. Cromwell de Carvalho , em Teresina, na noite da virada cultural. .
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Éramos 12 performers dividos em número de 5 e 7 em cada uma das duas salas, charmosamente ladrilhadas com mosaicos, daquele edifício da Therezina dos anos 40.

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A proposta do Marcelo Evelin - idealizador do projeto - era que cada um ocupasse o lugar e se inteirasse com o ambiente , com os outros performers; e também, com o público da biblioteca que ia chegando nas manhãs que passamos lá, durante a semana de experimentações preliminares, que culminou na ocupação noturna de 12 horas, em meio a virada cultural do aniversário da cidade.

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Risos e humor foi difício de trafegar. [apesar de o Josh ter colocado isso uma vez para o grupo ] Caímos talvez no clichê da “seriedade contemporânea”, bem mais por não saber lidar de forma artística e adulta [ainda] com nosso senso de humor, do que querer realmente ser sério. Nesse aspecto, confesso : foi preguiça maquiada de seriedade bem pensada.
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E o fato de ter deixado longe meu senso de humor, me deixou com essa questão zunindo na cabeça. Esse conflito de não cair na pegadinha que em muitos casos termina virando uma armadilha boba. Bom frizar que isso é uma opinião pessoal que não necessariamente corresponde às outras cabeças envolvidas.





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2. experiência auto sugestionada
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Nas manhãs que passavamos experimentando a biblioteca , quebravamos a rotina típica de uma repartição pública. Mas com o passar dos dias fomos , também, sendo sugados lentamente por ela. Pessoas entravam em suas pesquisas aos livros e nós estávamos lá, indo e vindo , só querendo s-i-m-p-l-e-s-m-e-n-t-e - e-s-t-a-r-l-á.



Um clima meio blasê contemporâneo-fila-do-espaço-unibanco que não apetece muito, vez por outras se instalava, e para lidar com esse fato fingia que estava lá num outro tipo de "normalmente" e terminava caindo em outra armadilha.
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Tinha que desenvolver essa dimensão poética de "estar lá", como o Marcelo insuflava e eu concordava. Mas essa outra instância de se pessoalizar , foi sendo só a muito custo construída; e mesmo assim com seus altos e baixos de conexão.
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Sobre minha experiência pessoal posso descrever como : um chamado interno para lutar contra a acomodação da organização sensível, que é viciada e defensiva; para entrar fundo no momento, sendo apenas uma causa forte que se desdobrará na inevitabilidade do próprio sistema de forças que vai sendo acumpunturado energeticamente por todos e tudo ali.
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Quando chegou a noite da virada cultural, eu mais os 11 estávamos lá, pronto para a batalha sem ter uma idéia clara da aceitação das pessoas. Visto que o público era uma incógnita; viria até nós uma multidão sem R.G. de uma virada cultural.
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Assumimos que nenhum de nós tava lá de passagem e foi instalado luzes , sonorização, projeção de vídeos simultâneos de uma sala para a outra, paletós sobre nossos corpos e longos vestidos de festas para as senhoritas.
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Ficamos lindos como tem que ser! Sendo nós mesmos e sem o fingimento que simplesmente saímos de casa e simplesmente passando por aquele local e de repente simplesmente aconteceu uma performance!
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Frizo isso aqui, por que devido o lugar da espontaneidade na performance ser maleável e escorregadio ( ? ) , há sempre pessoas que cumprem o velho papel de simplificar os fatos, faltando com isso criar simplesmente uma teologia incontestável desse tipo de "espontaneidade" simplesmente para definir performances-intervenções-etc que se diferenciam simplesmente do teatro tal e tal e que devem escorre das veias de repente , simplesmente bla bla bla.

Mesmo assim ; para todos os efeitos: No Piauí , simplesmente de cú é rola!
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3.sentidos do tempo

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Noite da ocupação: início 18h às 20h, mais ou menos, 15 de agosto - Essas minhas primeiras horas foram de energização.Que tom terá essa execução? Daqui eu posso ir só me desdobrando sobre essa primeira etapa energética construída? .
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Era isso que eu tentava sentir e não pensar. Mas não tava tão claro como agora, e em relação com o cardápio variado de acontecimentos.

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Pessoas iam e viam o tempo todo e durante todo o tempo, visto que biblioteca fica entre várias outras atividades que estavam rolando na virada cultural como shows, peças, etc.
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Umas interrogavam, balaçavam a cabeça, outras olhavam e queriam estar mais e mais dentro. Sei lá, tanta coisa num entra e sai e vai e volta e olha e interage, pergunta e vasculha os livros e "até" esquece da gente lá , alguns mais afoitos performam.
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Uns de tão atento exigem um respeito que educa e disciplina no talo; sentam-se por horas a fio a reparar-nos, querendo captar os mínimos detalhes do que se passa ali. Provas de fogo. Olhos de caco de vidro a cada lance e na posição que cada um quiser nos ter.
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20h às 12h30, mais ou menos, 15/16 de agosto - Com o tempo passando e o contato dos sentidos com o mundo externo sendo docemente esmaecido; a subjetividade, o cheiro dos livros, o tamanho do espaço, o reconhecimento de cada canto daquele lugar já tão íntimo,vai tudo ganhando outras proporções , pela secura da "monotonia".
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O perder do fio das horas que ficaram lá fora , abre enfim o lugar do corpo para um círculo de fatos internos, costurados pela sucessão de percepções, sentimentos e vontades - semelhantes e díspares - que são geradas naquelas condições específicas, e que vão ordenando sobre o umbigo de suas coincidências, seu micro cosmo ritmado interno; bem distante ao tempo social.

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Esse momento é realmente o verdadeiro início da ocupação, é onde então começo e sentir-me ocupado pelo contexto simbólico que se intencionou. Onde se instaura o diálogo químico que rege os instantes no laboratório enfim preparado; permitindo a estranha função que se instala entre o corpo e o contexto e vice-versa.
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Mas para que isso aconteça nessa dimensão poética tão especial, é necessário que haja um afastamento territorial com a rua. Pois o ciclo da rua, com suas múltiplas sugestividades, impõe uma organicidade própria, promiscua e incontrolável , logo imprópria a esse tipo de sensibilidade.

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E é justamente a criação dessa bolha imersiva, que pela sua construção temporal díspare ao tempo social capitalista [ num outro tópico poderei falar mais sobre isso, pois é central no meu mestrado] tem a oferecer de mais engrandecedor ao sentir contemporâneo. É nesse afastar-se da rua, para fazer sentir uma temporalidade imersiva de corpo presente e real, porem diferente da configuração social , é o lugar que guarda as grandes possibilidades poéticas, críticas e políticas ao sentir temporal no cotidiano.

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ps. aqui nas minhas anotações cronometro as horas, mas só como um artifício didático. no evento real longe tinha a consciência dessa precisão cronomêtrica.
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4. questões sobre o descanso, que chegaram

das 12h30 às 6h, mais ou menos, 16 de agosto - A necessidade de ter que lidar com o cansaço fazendo dele um aliado. Somando-o à consciência atenta - aberta às possibilidades de instante à instante - me cobrava uma equação que vai se tornando pesada operar durante todos os longos momentos de 12 horas sem pausa.
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Dentro dessa longa duração, fazer do cansaço um aliado, e mais radicalmente ainda, do descanso um amigo, além de ser vitalmente necessário para se dá conta da pretensão de durarmos , me pareceu ser um processo de re-educação. Re-educação para nós, exemplares de homo faber capitalista , cuja cultura sensorial emprenhada pela racionalidade instrumental, nos formata sensorialemnte a identificar a Ação sempre contida no Fazer em Si. Dentro dessa chave a intencionalidade existe somente na ação e não no descanso.
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Na vida cotidiana, nossos momentos de descanso não são percebidos portadores uma intencionalidade para si mesmo. Seu sentido só é construído na intenção que lhe antecedeu ou/e vai lhe suceder: fazer uma poupança de energia física e psíquica visando um novo ciclo produtivo. A intenção dessa ação não é sentida para ela mesma, é como se ela fosse um vazio de existência.
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Visto, então, que como não existe, concretamente na vida real , vivida e sentida , uma construção perceptiva, atenta a detectar a multi-intencionalidade do fenômeno descanso,o descanso-para-si somos então, como artístas, convocados a construir um despertar poético-sensível dessa instância ainda obscura e pouco explorada da nossa encarnação.
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O descanso do corpo esta , há tempos, presente na arte, mesmo assim não é possível traçar paralelos muito profundos entre descanso representado com descanso real e para si.

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Agora, podemos procurar inspiração também em toda a reflexão estética que , por exemplo,versar sobre a beleza das estátuas jacentes em posição de descanso.Pois pode ser um indício interesante para se contruir um outro lugar na cosnciência do corpo.
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Sendo-porém-que-agora-nesse-caso, "tal" descanso procurado não é representado - como poderia ser no cinema ou teatro,[que trabalham em nós efetivamente com o diálogo da memória sobre o nosso decanso real] mas sim - agora na performnce - o próprio descansar efetivo, real e aí - investigado em sua potência poética, saindo do descanso em si para o descanso para si.
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Há peças de teatro de longa duração, onde o ator se cansa e descansa em público. Logo fica um descanso verdadeiro também, porém num outro parâmetro de construção, de sentir. Há certos parelalos as vezs estreitos , as vezs longícos, com o descanso real em performance que devem ser investigados.
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súmula: a) corpo em descanso real documentado em registro de audiovisual. b)corpo em descanso não real, e sim representado, em audiovisual.c) corpo em descanso representado no teatro.d) corpo em descanso real em representação no teatro . e) corpo em descanso, real ou representado , materializado em pinturas, desenhos, esculturas, etc. g) corpo em descanso na vida cotidiana, em espaço público, ao olhos alheios, em pontos de ônibus,em praças etc. h)corpo em descanso em espaço privado. ---- enfim , cada letra guarda uma faceta, e todas juntas compõe um arsenal rico para a experiência artística e cultural em trocas reflexivas sobre a ação de descansar o corpo. E dentro de uma estrutura poética outra: z) corpo em descanso para si em performance; com seus respectivos diálogos com a sensibilidade do sistema cultural capitalista e a arte contemporânea.
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Enfim, chegamos num outro lugar real e forte . Fazendo valer o que arte, como dizia Gerd Borneheim, tem de mais sublime:" A capacidade de mudar as perguntas do lugar". Ou seja, o descansar verdadeiro na performnce a reordenar as outras formas de descanso na arte , assim como também, na vida cotidiana. Pois é, na minha opinião,a perfromnce o lugar privilégiado para tal problematização carnal.
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Que corpo em descanso é esse? Qual são os atributos internos da relação cansaço-descanso? Que camada grosseira, adaptada à dominante razão instrumental, dessensibilizou poética(criadora) da função descanso? Qual poética-especulativa quarda o fôlego à outras revelações dessa questão?
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CROMWELL

[ local] BIBLIOTECA ESTADUAL DES. CROMWELL DE CARVALHO. [endereço] PRAÇA DO FRIPISA - CENTRO. [cidade] TERESINA - PIAUÍ [horário e data ] das 18H do dia 15 de agosto às 6H do dia 16 de agosto [duração] 12 HORAS ININTERRUPTAS

[proposta] MARCELO EVELIM [som] JOSH S. = ZULA SISTEM [produção] REGINA VELOSO + CLAITON AMORIM

[criação]

FAGÃO/ LAYANE / BEBEL/ FÁBIO/SORAYA/DANI/LUANA sobre os ladrilhos da sala "tribunal", à direita de quem vem pela pça do fripisa.


CIPÓ/MAGÃO/JEMILA/EU/ ALEXANDRE sobre os mosaicos da sala "playground", à esquerda de quem vem pela pça do fripisa.

.[fotos marcelo evelim c/ reparos meus no photoshop]


Postado por . às 08:07
26.6.08

15.6.08

MESA SOBRE PERFORMANCE - SESC PINHEIROS


A mesa sobre Performance e sua relação com a Autoria, aconteceu dentro do Simpósio Acta Media 6 , no SESC Pinheiros em São Paulo, em junho de 2008.

Coordenada por mim e pela professora Naira Ciotti, tivemos como convidados o crítico de arte Fabio Cypriano e o pesquisador Lucio Agra.

Os 4 papers já estão disponibilizados em [ http://actamedia.org/colab/node/222 ]


Re-performance: corpo, memória e autoria
Coordenação: Naira Ciotti e Gustavo São Jorge

Fabio Cypriano- crítico de arte da Folha de S. Paulo e colaborador da revista inglesa Frieze, professor da PUC- SP
Lucio Agra-poeta, performer, professor do SENAC e PUC - SP
Naira Ciotti - performer e professora Artes do Corpo PUC-SP
Gustavo São Jorge - pesquisador Colabor-USP, performer, mestrando em Estética e História da Arte /USP


[foto gustavo s.jorge]

12.5.08

QUASE HI KAI


ajuntar coisas / numa curiosidade sem vergonha / eu que chega em hora-boa
malaquias t
quase hi kai 1972


[foto gustavo s.jorge]

16.4.08

bla








1
o básico.

cada estrutura sabe, ou pensa que sabe, o quanto suporta de poesia.



2.

A questão é que performance é pôr-se em questão no fio do que somente interessa.

Nunca uma expressão cênica vazia, meramente pegando embalo na carruagem da arte.

É uma forma muito necessária de expressar a sensibilidade pessoal diante do mundo contemporâneo.E é também a arte querendo ser cultura. Não que seja, entre as outras artes , somente a performance aquela que aspira essa condição , mas como filha-bisneta da mágica, como todas as outras são, porém uma das mais ressentidas com a cisão brusca entre o poético e documental que a civilização engatou, por pecado original ou qualquer nome melhor que se empregue.Se instalar na fusão, banalidade, na dobra que tava ali.

3.

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Duchamp dizia que o nome da obra é tão importante quanto a própria.

isso isso isso : o ato de nomear, adjetivar,substancializar, adverbiar ...
posso dizer entao : levar de uma midia ( palavra falada / ou corpo/ou escrita / etc) a uma outra midia , o evento criador , é com certeza muito importante. Mas nao falo agora do pecado original, falo de performance

4.

Chego a ter tenho vergonha das levas de dias que sou apanhado por um sucessão sem fim de atos falhos de fala ; que chegam a me deixar irrtitado. Troco o nome das coisas demias. E isso pode até soar bobo. De tanto ato falho. Tô aprendendo a conviver e relaxar , deixar acontecer naturalmente, como o refrão daquele pagodinho maroto " deixa acontecer naturalmente" , e até me favorecer disso, já que não os dominos. ( tem dias que é um atrás do outro, depois passa e vai embora por um bom tempo)

Acho que a nomeção de certa forma aprisiona/condiciona/emoldura a maneira como nos vemos e sentimos as coisas, e o ato falho é um tentativa de resignificar aquilo.
Uma insatisfaçõa com a forma que os fatos se apresentam.

Há algo que tem que ta se "retorcendo" pra existir, inter palavara, inter palavra gesto , inter tudo e assim vai

5.

ora com ou sem pecado original se faz certas coisas boas. já outras nem tanto.
Mas espremer palavras ; sim
e "chegar" as ações palavras , sim também.

e à linguagem corporal: detectar a potência única q lhe cabe.
como atos falhos, com um corpo gasto.
sem necessidade de biologismos grosseiros.
com sensibilidade.
detectar a potência única desse corpo,somenete é possivel dentro da gama q temos pra compará-la, palavars, coisas, cores , cheiros etc pois nada, nem memso nosso corpo , pode ser tomado como valor absoluto, nem mesmo sentido como tal.

detectar dentro dos entes-empariados-vivenciados o único, ou o caminho do único à linguagem corporal como quem procura um tom, que a partir daí se costura a música.

[foto e. murphy]

6.11.07

5 INDAGAÇÕES SOBRE A FALTA QUE NÃO SABEMOS

Esse projeto passa, no momento, por uma espécie de hibernação ativa./Logo mais estará em outra versão./Tenho pensado e repensado/ E há milhões de coisas que vão se juntando para isso./ Uma delas é que descobri que estava dialogando com as teorias da complexidade,emergência etc. Isso me deixou preocupado, e também me clareou certas coisas., me levando a ampliar meus pontos de vista. / Estou sentindo necessidade em tirar essas congruências a limpo, além da mera impressão inicial. / Tô testando outras possibilidades/ Parando/ Refletindo/ Enxergando ele com outro olhar/ Logo mais , quando o tempo for propício , me redefino novamente nele com tais atualizações [ se necessarias] às vivências; baseadas nas leitura sensorial mimética de que ele é fruto.Que um dia teve como inspiração os problemas que ficaram em mim, quando entrei em contato com certas idéias do Walter Benjamin sobre mimeses/ Ainda sinto , mesmo olhando de outra forma, que ele me leva à questão que procuro desde o seu incio: chegar no instante onde o espontaneo biológico e o programável racionalmente se encaram frente a frente em acordos dos sentidos: Um momento de decisão mimética de composição nossa na relação interno-externo./Essa fracção de segundo, na hora dessa decisão, é o que busco mais vivenciar-entender-trazer./

13.9.07

MIL POTRANCAS

questões para ação

abrir espaço para a improvisação sem perder a fio da intenção / compartilhar um conhecimento comum com desconhecidos. / Trazer uma questão individual , criando um choque entre coletividade-individualidade; aproximação - distância /

a ação

1.Numa lona laranja de 3x4 m, estendida no chão, [talvez meu território particular temporário no espaço público] , servindo como arena, inicio o primeiro ato num clima de descontração, querendo levar as pessoas ao entretenimento.

2.Para isso utilizo a música de um toca cd. Danço,chamo as pessoas mais descontraídas para virem ao meu espaço, e dançarem na lona comigo. Isso tudo aberto a improvisações. Deixo as pessoas comandarem a festa. E vamos nesse clima de confraternização, embalados pelos sucessos populares, por um bom tempo.

3.Quando as pessoas entram no clima; que estão bem descontraídas , faço a ruptura. E inicio o segundo ato. 3.1 Agora o assunto é bem sério e reflexivo, oposto ao entretenimento. Então, desligo a música e peço licença pras pessoas saírem da arena. Sento num banco na extremidade da lona e digo às pessoas em volta, deixando a lona vazia:


- Eu já dancei, já brinquei, mas agora o que tenho pra dizer é o seguinte: Eu vou fazer um protesto pacífico.

(silêncio)

- Eu não quero ser blasé por ser blasé.
(silêncio)

Eu não quero ser neurótico por ser neurótico.
(silêncio)

- É isso, eu agora quero fazer esse protesto. Eu já brinquei, eu gostei, foi legal, gostei de me divertir com vcs, mas, agora, tenho que fazer esse protesto.


Não quero ser blasé por ser blasé. (silêncio) Não quero ser neurótico por ser neurótico. (silêncio)


4. Levanto do banco e me deito na lona. Saio arrastando em silêncio e bem devagar pelo chão até completar uma volta pela arena.

5.Ao final da volta, páro e fico nessa posição por um tempo indeterminado.
O tempo dos dois "'atos" é indeterminado. Depende de chegar no clima que busco em cada um. Então, não tenho como definir o tempo, está em aberto.


reflexão


Ao resolver por essa essa estratégia de relação com público, baseada na aproximação-distanciamento, sinto que configure melhor a tensão que venho procuro trazer.

Gosto de mexer com essas duas formas de vivência, que buscam uma relação diferente com os elementos do improviso-coletivo e ensaio- solo.

A primeira parte, onde o clima é de descontração, é um compartilhar de um reservatório de sucessos em comum , as músicas onipresentes , embalando o sentido da celebração coletiva. Onde vamos nos aproximando pela ludicidade das brincadeiras, tendo como liga esse conhecimento comum e o que construimos juntos através dele.

Essa mágica do compartilhar um reservátorio de sucessos em comum é um campo onde me movo com muito gosto. É maravilhoso poder cantar uma música com alguém que não se conhece. E fazer outras pesssoas que não se conhecem a cantar e dançar uma música juntos.

Quando faço a ruptura e trago o minha experiência particular, então tensiono a questão da coletividade-individualidade.

O compartilhar do constrangimento comum que as pessoas têm no segundo ato, reafirma os laços de união efêmera, já iniciada na celebração lúdica do primeiro. Possibilitando duas ligas diferentes.

é isso!abs guga

PS: Sempre me dava um certa impaciência , quando um bailarino ou um performer ficava fazendo pose blasé ou uma atitude neurótica. Aquilo me cansava, julgava logo: Ah não, isso de novo!
Era aquilo que eu mais via[vejo] o tempo todo na minha vida; pessoas fazendo cara de blasé ou de neura. Muitas e muitas das vezes, meramente encenação "espontânea".
Devido serem tão banalmente repetitivos, como fruto de uma interpretação social, me soam alheios e gastos, quando se presentificam no universo artístico; de tão socialmente usados.Sei lá, mas é, mais ou menos, como se fosse chuver no molhado. Todo mundo "performa"
por aí assim contianamente . Usá-los na criação desenfreadamente, pode ser que se torne, uma contribuição com a anestesia orgânica que já convencionamos a eles. Comportamento esfolado simbólicamente pelo uso demasiado em encenações cotidianas de todas as espécies e para vários fins. Sendo Blasé, por exemplo, no elevador: fingindo que nem tá vendo a outra pessoa ao lado; ou numa mostra de arte, ensaiando intelectualidade. Ou sendo Neura, no meio da multidão, como quem quer com isso, organizar o espaço para passar. Defesa natural, mas, muitas vezes, meramente ensaiada , pra se comunicar com os outros estressados, anunciando ,através de atitudes neuróticas, que também é super atarefado, como se espera de um ser normal, dentro da sociedade capitalita. etc etc etc blasé ... etc etc etc neurótico.
Trazê-los ao meu universo simbólico organizado na ação é confortante nesse momento pra mim, como um processo no qual me reconheço , mais plenamente, como indivíduo que compartilha as mesma encruzilhadas e as mesmas fugas. Mesmo que para negá-los em forma de um protesto ingênuo direto, querendo apartar-se utopicamente da coletividade como um respiro.

[foto richard romancini]